Da Comunicação Sinpol-DF
Na tarde de terça-feira, 1º de março, os representantes sindicais se reuniram novamente com a diretoria do Sinpol-DF. Esse foi o segundo encontro realizado em 2016 para debater assuntos relativos à categoria.
Realizada no auditório da sede do sindicato, a reunião serviu de espaço para abordar a atual situação dos agentes policiais de custódia e a possível criação do sindicato dos peritos criminais e médicos legistas da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF).
No último mês, contrariando a Lei Federal 13.064/14, a Justiça determinou que 400 agentes policiais de custódia fossem transferidos para o sistema penitenciário.
O Sinpol-DF insiste que qualquer tentativa de transferência a outra instituição é considerada ilegítima, pois esses policiais são parte fundamental da estrutura da PCDF.
Além disso, a medida tende a agravar o atual baixo efetivo, provocando, sobretudo, atraso nas prisões e investigações.
A contratação escritório de advocacia para atuar na ação declaratória de constitucionalidade foi debatida no encontro como mais uma medida para questionar a legalidade da decisão que indica a transferência.
Outro ponto abordado foi intenção dos peritos criminais e médicos legistas de se tornarem entidade autônoma, constituindo uma perícia técnica no âmbito da segurança pública, desmembrando-se, assim, do quadro funcional da PCDF.
Isso é um sinal que vem da decisão de criar um sindicato que abarque aqueles dois cargos – uma situação que, conforme a grande maioria dos representantes sindicais concorda, resultará na fragmentação da categoria policial civil do DF.
Os dois pontos estão na pauta de uma Assembleia Geral Extraordinária convocada pelo Sinpol-DF para esta quinta-feira, 3 de março, na Agepol – esse foi o principal resultado da reunião entre a diretoria e os representantes.
INVESTIMENTOS
No momento dedicado ao debate e fala dos representantes sindicais, a perita papiloscopista Giselle Dias sugeriu que o sindicato faça parceria com instituições de ensino superior para ursos de mestrado com temas de interesse da categoria, como, por exemplo, análise criminal e estatística.
“Uma colaboração científica entre os policiais e pesquisadores só tem a acrescentar na qualidade dos serviços prestados e ainda é uma contribuição técnico-educativa”, defende Giselle.
O presidente do Sinpol-DF, Rodrigo Franco “Gaúcho”, relembrou que o sindicato tem demandado melhorias e está lutando por todos os pleitos da categoria. “O nosso papel é reclamar dos coletes vencidos, das viaturas, das balas, das armas, do baixo efetivo, de tudo. É uma luta de todos e para todos”, conclui Gaúcho.
JUNTOS SOMOS FORTES!