Dando continuidade às deliberações da última assembleia, nesta quarta-feira (29), os policiais civis do DF entregaram panfletos na rodoviária do Plano Piloto, informando à população os reais motivos da greve da categoria. Em seguida, se concentraram em frente à Catedral de Brasília e seguiram em passeata até o Ministério do Planejamento Orçamento e Gestão (MPOG). No local, o presidente do Sinpol, Ciro de Freitas e os vice-presidentes Luciano Marinho e André Rizzo informaram aos presentes que até o momento o MPOG não havia agendado qualquer reunião para ofertar alguma proposta, demonstrando total desrespeito com a categoria.

O clima de indignação pôde ser percebido em todos que fizeram uso da palavra, sobre o carro de som. O presidente Ciro de Freitas explicou que, caso seja oferecido à PCDF, o mesmo percentual proposto a outras categorias, de 15,8 %, dividido em três anos, a oferta será levada para apreciação imediata da categoria por meio de assembleia geral, mas antecipadamente, já existe um grande clima de revolta e indignação por parte dos policiais civis, pois esse percentual sequer repõe as perdas inflacionárias. Além disso, Ciro de Freitas falou que nem o plano de saúde subsidiado foi implementado pelo GDF, que tem total autonomia para fazê-lo. “Temos de custear nossas próprias despesas com saúde, mesmo que decorrente do trabalho policial. Isso é um absurdo e a categoria está indignada com tamanho descaso”.

O vice-presidente do Sinpol Luciano Marinho enfatizou que: “Não vamos nos curvar ao que está sendo publicado pelos veículos de comunicação. Isso não nos amedronta. Há 19 anos o quadro da Polícia Civil permanece inalterado e há seis anos estamos sem qualquer reajuste. O governo precisa cuidar melhor dos servidores da Segurança Pública, proporcionando-lhes qualidade de vida e dignidade para trabalhar em defesa da sociedade”.

O 2º vice-presidente, André Rizzo destacou a importância da PCDF para a sociedade, pois quando todos os outros segmentos estatais falham, como a família, por exemplo, é a polícia que se faz presente nesse momento. Ele chamou ainda a atenção do governador do DF, para que assuma sua responsabilidade e ajude a concretizar os pleitos, inclusive, conforme compromisso assinado por ele. “Brasília merece uma Segurança Pública de qualidade e não esse desrespeito que estamos assistindo. A Polícia Civil do DF deve ser tratada com dignidade, pois sempre agiu a população do DF dessa forma”.

O deputado Wellington Luiz, que também esteve presente na movimentação, alertou a categoria para que fique atenta às estratégias utilizadas pelo Governo Federal: “até o momento não recebemos qualquer proposta e várias outras categorias também não. Não podemos nos pautar pelo que está sendo ofertado a outros. Temos de nos manter mobilizados e unidos, pois somente a força do nosso movimento poderá fazer com que os pleitos sejam atendidos”. O parlamentar voltou a reafirmar seu compromisso com a categoria e que fará tudo para defendê-la, como sempre fez. Ele informa ainda que nesta quinta-feira (30) participará de reunião com os parlamentares da Segurança Pública e entidades de classe, na Câmara Legislativa do DF, para tratar dos pleitos de interesse dos servidores dessa área.

Em frente ao MPOG, foi questionado ainda, pelos presentes, o porque do Secretário de Relações do Trabalho do Ministério do Planejamento ter se ausentado da mesa de negociações: “Consideramos essa postura como um descaso com a Polícia Civil do DF. Estamos sucateados desde 1993 e agora temos de enfrentar um governo que se impõe e não dialoga com os servidores. O retorno virá nas urnas”, complementou o presidente Ciro de Freitas.

Ao finalizar, Luciano Marinho disse que “o governo prefere investir numa Força Nacional, para maquiar e vender uma falsa sensação de segurança, ao invés de investir nas instituições de segurança pública e seu profissionais”, concluiu.

O Sinpol informa que conforme deliberado pela última assembleia, encerra nesta quinta-feira (30), às 8h, a greve de sete dias e reitera a todos os filiados a convocação para assembleia geral, nesta quinta-feira (30), às 15h, no estacionamento nº 6 do Parque da Cidade, onde serão definidos os próximos passos do movimento.

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