O Sinpol reuniu nesta quinta-feira (29), na sede da entidade, os representantes sindicais de base para informar sobre os pleitos ofertados à categoria pelo GDF. O presidente do Sinpol Ciro de Freitas e os vice-presidentes Luciano Marinho e André Rizzo repassaram aos policiais as principais movimentações que têm ocorrido nesse sentido e que o momento exige união da categoria. Assim, os representantes deliberaram pela realização de assembleia com indicativo de paralisações das atividades policiais no dia 6 de outubro às 15h, no estacionamento nº 6, do Parque da Cidade.

Também estiveram presentes na reunião os deputados distritais Wellington Luiz e Cláudio Abrantes, o chefe de gabinete do secretário de Segurança (Sandro Avelar), Cláudio Tusco e a presidente da Agepen, Marcele Alcântara.

O presidente do Sinpol destacou que não há mais o que esperar e que apesar dos secretários de Administração, Wilmar Lacerda e de Segurança, Sandro Avelar demonstrarem boa vontade, a categoria está impaciente: “Queremos que o governo cumpra o acordo, não há mais o que negociar. É inadmissível que o governador não tenha autonomia em suas decisões junto ao governo federal”. Ciro de Freitas diz ainda que devido a morosidade em dar uma resposta à categoria, os representantes sindicais optaram por marcar uma assembleia com indicativo de paralisação: “Infelizmente é esse o caminho que teremos de seguir se o GDF não cumprir com sua parte”.

O deputado Wellington concorda com o posicionamento do Sinpol: “Queremos apenas que o governo federal cumpra uma mera formalidade, que é o encaminhamento dos documentos ao Congresso Nacional. Não podemos ser punidos por conta de negociações com outras carreiras. Não admitimos mais negativas de quem quer que seja e o acordo tem de ser cumprido”. Da mesma forma o deputado Claúdio Abrantes se colocou à disposição da categoria, inclusive no sentido de mobilizar a bancada da Segurança Pública composta por cinco deputados.

Para o vice-presidente Luciano Marinho, “a categoria não pode perder a capacidade de se indignar com tanto descaso por parte do GDF e do Governo Federal. Temos a obrigação de reagir”. Já o segundo vice-presidente do Sinpol, André Rizzo foi firme em ressaltar que a categoria já suportou além do que podia: “Já passou a hora de uma definição. Não há mais prazos a serem concedidos. A autonomia do GDF tem de ser respeitada”.

FUNDO CONSTITUCIONAL – Durante a reunião também foi discutido o projeto do senador Rodrigo Rollemberg que pretende apresentar projeto destinando 10% do fundo para a Segurança Pública do Entorno, sendo 1% ao ano, até completar o total proposto. “Isso é um absurdo, pois os recursos que temos não são suficientes”, disse Ciro. Ele informou que as entidades ligadas à Segurança Pública estiveram com o senador e informaram dos prejuízos que o projeto pode causar. “Propusemos a ele que corrija todas as distorções da Segurança Pública do DF, para depois atuar em causa alheia ao DF”, finalizou.

Wellington Luiz disse que todos os deputados distritais se manifestaram contrários ao projeto e diariamente têm utilizado a tribuna para repudiar a intenção do senador. “A conduta do senador pode ser entendida pela sociedade como oportunismo político. O nobre parlamentar foi eleito por Brasília e não pelo estado do Goiás. Portanto, tem de defender os interesses do Distrito Federal. Espero que ele repense o absurdo que está propondo. Entendo as necessidades do Entorno, mas a forma proposta pelo senador para solucionar os problemas da Segurança Pública na região não parece adequada, pois, além de não resolver o problema, causará sérios prejuízos ao DF”, disse o deputado.

 

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