111442Desde de 2009 o Sinpol e entidades vinham negociando com o GDF uma pauta de itens mas o descaso do Governo levou os policiais à greve em abril deste ano. Para encerrar o movimento, o GDF ofereceu um acordo à categoria, o que foi aceito, culminando com o fim do movimento. Mas, passados sete meses, o GDF não se empenhou em cumprir o acordo proposto e com isso, os policiais decidiram em assembleia geral nesta quinta-feira (6), paralisar suas atividades por 24 horas, a partir das 8h, desta sexta-feira (7).

O presidente do Sinpol Ciro de Freitas, os vice-presidentes Luciano Marinho e André Rizzo informaram que a inércia do governo alcançou um nível insuportável, uma vez que não cumpriu nem mesmo os acordos de competência exclusiva do GDF, como o pagamento de passivos financeiros ou a implementação do plano de saúde subsidiado. “Em abril aceitamos a proposta do GDF que continha a publicação do decreto de progressão funcional, a transformação do cargo de agente penitenciário, o aumento do quadro e recomposição das perdas inflacionárias em 13%. Mas, até hoje, nada de efetivo foi feito e a categoria não aceita tamanho descaso”, afirmou Ciro de Freitas.

O vice-presidente Luciano Marinho leu um ofício enviado pelo Ministério do Planejamento à Secretaria de Administração em que faz menção somente à questão do decreto de progressão funcional, informando que o pleito irá tramitar por outras áreas do Governo Federal: “Isso é um completo absurdo e demonstra a total falta de compromisso com o acordo estabelecido entre o GDF e a categoria. Esse documento sequer merecia ser lido, pois é uma afronta aos policiais civis do DF”.

A revolta dos policiais com a inércia do GDF era visível durante a assembleia: “Estamos indignados com a postura adotada. É inadmissível que o Governo não tenha autonomia em suas decisões. O GDF não merece mais a confiança dos policiais e que não daremos mais nem um minuto de prazo. Não há o que se falar em negociação e sim em execução”, argumentou André Rizzo.

Os deputados Wellington Luiz, Dr. Michel e Cláudio Abrantes disseram que estão ao lado da categoria e reconheceram a demora do GDF: “Estamos pagando pela omissão e o descaso. Desde abril, nada aconteceu. Não podemos ficar de braços cruzados, precisamos estar unidos, pois as dificuldades são grandes. Nossas vitórias sempre foram alcançadas devido à força da nossa união”, afirmou o deputado Wellington Luiz. Além disso, os parlamentares vão publicar uma moção de repúdio.

Cláudio Abrantes afirmou que os parlamentares erraram ao pedir um voto de confiança à categoria, para finalizar a greve em abril deste ano: “Desde então, temos procurado diversas autoridades para mostrar a importância do cumprimento do acordo e da insatisfação da categoria, mas o prazo se esgotou”. Dr. Michel reafirmou seu compromisso com a categoria e que os policiais civis merecem ser tratados com respeito: “Antes de ser parlamentar, sou policial civil e tudo que tenho se deve à PCDF. Contem comigo”.

Ao final ficou decidido que todos os policiais, exceto os de plantão devem se mobilizar em frente ao DPE a partir das 8h desta sexta-feira (7), devido à paralisação de 24 horas.

Ficou deliberado ainda que haverá reunião com os representantes sindicais, às 15h nesta segunda-feira (10),  na sede do Sinpol e na terça-feira (11), nova assembleia, às 15h no estacionamento nº 6 do Parque da Cidade.

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