Sinpol-DF e policiais recém-empossados ampliam articulação para corrigir impasse previdenciário da EC 103/2019
O Sindicato dos Policiais Civis do Distrito Federal (Sinpol-DF), por meio de comissão formada pelos policiais civis recém-empossados Jeferson Aragão, Letícia Esteves, Yuri Torrecillas e Marcelo Tavares, ampliou as frentes de atuação com o objetivo de solucionar o impasse previdenciário que atinge os servidores que ingressaram na instituição após a Emenda Constitucional nº 103/2019.
Em agenda recente na Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), no Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), o grupo buscou articular, junto à área técnica do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), uma solução para os descontos previdenciários que vêm sendo realizados indevidamente acima do teto do Regime Geral de Previdência Social (RGPS).
A atuação do sindicato ocorre em um cenário de elevada complexidade jurídica, marcado pela natureza híbrida da Polícia Civil do DF (PCDF). O debate envolve diretamente os reflexos da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 5801, que reafirmou a competência distrital para a organização da polícia civil, ao mesmo tempo em que a PCDF é mantida por meio de legislação federal, via Fundo Constitucional (FCDF).
Essa dualidade institucional exige análise técnica minuciosa sobre a sobreposição de normas distritais e federais, especialmente no que se refere ao regime previdenciário aplicável aos novos policiais e às minutas da Lei Complementar que vêm sendo elaboradas pelo Executivo local.
Refletindo o rigor técnico necessário à condução do tema, o policial civil Yuri Torrecillas, integrante da comissão, destacou que a solução não se resume a uma escolha simplificada entre modelos previdenciários.
“A definição do regime previdenciário transcende a mera opção entre as esferas local ou federal, exigindo uma análise profunda da arquitetura normativa da PCDF, que transita por dois âmbitos governamentais. Monitoramos essas nuances jurídicas e os desdobramentos da ADI 5801 para garantir que a transição para a nova lei traga segurança jurídica e estabilidade financeira aos policiais que ingressaram após a reforma”, afirmou.
Atualmente, o Sinpol-DF mantém diálogo permanente com a Procuradoria-Geral do DF (PGDF), o Instituto de Previdência dos Servidores do DF (IPREV-DF), a Direção-Geral da PCDF e outras áreas do Governo do DF (GDF), acompanhando de perto a redação da nova minuta de Lei Complementar.
“O objetivo é assegurar que o projeto esteja tecnicamente saneado, juridicamente consistente e, sobretudo, que proteja integralmente os direitos dos policiais civis que ingressaram na carreira após a reforma da Previdência, garantindo previsibilidade, estabilidade e respeito às especificidades da atividade policial”, afirmou Marlos Vinícius, diretor de Assuntos Sindicais Adjunto.
Últimas notícias

Vitor Ribeiro Moura, agente de polícia da PCDF
Sua partida deixa uma profunda lacuna entre familiares, amigos e companheiros de profissão

Inas-DF abrirá canal de diálogo e apresentará novidades do GDF Saúde em evento na PCDF nesta quinta-feira (27)
Encontro será aberto aos policiais civis da ativa e aposentados e abordará avanços como a rede nacional para urgência e emergência, ampliação da telemedicina e implantação da Rede GDF Saúde Valoriza

EXCELENTE NOTÍCIA: GDF Saúde avança com rede nacional para urgência e emergência e ampliação da telemedicina
Mudanças aprovadas pelo Inas-DF também incluem a criação da Rede GDF Saúde Valoriza; avanços contemplam pautas acompanhadas pelo Sinpol-DF junto ao instituto

