Policiais civis lotam MGI durante reunião sobre reajuste
Mais de 500 policiais civis do Distrito Federal realizaram um ato em frente ao bloco C da Esplanada dos Ministérios nesta sexta-feira, 22/08, enquanto ocorria uma reunião do Fórum de Diálogo da Polícia Civil do DF (PCDF).
Na ocasião, o governo apresentou uma proposta de reajuste salarial de 18,8%, dividida em duas parcelas de 9% – a primeira em setembro de 2025 e a segunda em abril de 2026, antes da vedação eleitoral que impede novas concessões nesse período.
A oferta, entretanto, não contempla a reivindicação central da categoria: o restabelecimento da equiparação com a Polícia Federal, rompida em 2016.
A mesa reuniu representantes da Secretaria de Segurança Pública do DF, Secretaria de Economia do DF, Delegacia-Geral da Polícia Civil (DGPCDF), a senadora Leila Barros (PDT), os deputados federais Rafael Prudente (MDB) e Erika Kokay (PT), a deputada distrital Jane Klebia (MDB), além das entidades representativas da categoria: Sinpol e Sindepo-DF.
Também participaram representantes dos ministérios da Gestão, do Planejamento e da Justiça, que acompanharam as discussões em torno do reajuste.
Ao fim da reunião, os parlamentares desceram para comunicar a categoria como foram as tratativas e enfatizar que continuarão lutando para reestabelecer a isonomia salarial entre a PCDF e a PF.
A senadora Leila Barros ressaltou o caráter histórico da demanda. “Essa é uma luta de todos nós. Representamos o DF e sabemos que a paridade é uma questão de justiça”.
A deputada distrital Jane Klebia destacou que seguirá atuando, ao lado do presidente da Câmara Legislativa do DF (CLDF) para que a PCDF tenha o reconhecimento que merece. “Os policiais civis podem contar comigo e com Wellington como fiéis aliados nessa luta por valorização e justiça”.
Já a deputada federal Erika Kokay defendeu celeridade no processo. “Se não houver tempo hábil em setembro, é preciso antecipar a parcela para evitar prejuízos. Quando acreditamos em uma reivindicação, vamos até o fim”.
O deputado federal Rafael Prudente reconheceu os avanços já conquistados, mas enfatizou que ainda há caminho pela frente. “Vocês enfrentaram perdas inflacionárias e desvalorização ao longo de dez anos. Recuperamos 60%, mas ainda falta 40%. De forma inteligente, vamos trabalhar para alcançar esse objetivo”.
“O resultado está longe de ser satisfatório. Foi frustrante. A pergunta que não cala é: se não para o policial civil, para onde será destinado o recurso que já foi reservado pelo GDF para o reajuste? Não desistiremos. Seguimos firmes, porque a luta permanece sendo alcançar a justiça para o nosso pleito”, afirmou o presidente do Sinpol-DF, Enoque Venancio de Freitas.
Próximos passos
O Sinpol-DF convocará uma assembleia, prevista para a próxima segunda-feira, 25 de agosto, em que a categoria será informada oficialmente sobre os termos da proposta e deliberará sobre os encaminhamentos.
“Até lá, os parlamentares devem continuar articulando politicamente para buscar avanços que aproximem o reajuste da tão reivindicada equiparação”, concluiu Freitas.
Últimas notícias

Policial civil aposentada está internada e precisa de doações de sangue com urgência
Se você puder doar, procure o Banco de Sangue no Centro Médico de Brasília. Doe sangue. Doe cuidado. Doe vida.

Policiais civis lotam MGI durante reunião sobre reajuste
GF apresentou proposta diferente de proposta do GDF. Sinpol-DF busca reverter situação

PCDF homenageia atletas campeões mundiais no WPFG 2025
Delegação conquistou 212 medalhas e garantiu o 1º lugar no ranking entre corporações de mais de 70 países