JORNAL DE BRASÍLIA

 

SINDICATOS AVISAM QUE HÁ PERDAS PARA DISCUTIR

 

A nova proposta de negociação do Buriti com os servidores públicos não repercutiu bem entre as categorias. O Jornal de Brasília mostrou ontem, em entrevista do secretário de Administração, Wilmar Lacerda, que o GDF vai adotar os mesmos moldes usados pelo Governo Federal, com negociações baseadas em triênios e com recuperação das perdas inflacionárias futuras. Para líderes sindicais, a iniciativa só seria plausível se considerasse as perdas de 2012, em que os aumentos passaram longe das categorias.

Segundo o presidente do Sindicato dos Servidores e Empregados da Administração Direta (Sindser), Francisco Alves de Sousa, a linha de negociação do GDF está aquém do esperado pelas categorias. “Como negociar sem tratar de 2012, sem fazer a recomposição salarial deste ano? É como se retirassem um ano da vida dos servidores”, argumentou. Na avaliação do sindicalista, as categorias sofreram uma perda de 5,99% neste ano.

Entre os servidores é recorrente a reivindicação de equiparação entre as carreiras. A recuperação dos benefícios também está entre as cobranças. Francisco Alves apontou que as categorias esperam um posicionamento claro em relação aos auxílios de alimentação e saúde.

De modo geral, os sindicalistas alegam falta de confiança da paCEDOC/VINICIUS THOMPSON/19.05.11 Ciro Nogueira: policiais civis cobram atrativos para evitar a evasão que, segundo eles, está ocorrendo lavra do GDF. “Estamos descrentes com a sucessão de compromissos não cumpridos”, disse Rosilene Côrrea, do Sindicato dos Professores, o Sinpro.

 

POLICIAIS QUEREM REVER CARREIRA

O presidente do Sindicato dos Policiais Civis, Ciro Nogueira, considera que as palavras do secretário coincidem com as últimas negociações com a área da Segurança Pública, em especial o fato de que o Buriti buscará atender Polícia Civil, Militar e Corpo de Bombeiros de uma vez. “Tem se falado mesmo em pacote para Segurança”, reforçou. No entanto, o sindicalista considera que a solução palaciana está abaixo das expectativas dos policiais.

“O que a polícia está pedindo não é isso. Queremos a reestruturação da carreira e mais atrativos para evitar a evasão e migração de policiais”, criticou. Na Polícia Civil, o sindicato avalia que existe deficit de 2.5 mil policiais. Ciro considera que existem chances de a categoria aceitar a proposta do GDF nos moldes atuais.

Estudando uma nova greve para o início do ano letivo de 2013, o Sindicato dos Professores (Sinpro) não considera válida a proposta do GDF. Para o diretora Rosilene Côrrea, a categoria está fechada na busca pela recomposição dos vencimentos com base na média salarial do nível superior.

Filiação